Manifestantes se uniram para protestar contra a negativa do governo municipal de Taubaté.
(Imagem: Reprodução / Marcelo Caltabiano)
Por Danilo Costa
A negociação entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Taubaté e Região avançou na pauta social, mas travou completamente no campo econômico, segundo o Sindserv Taubaté.
Negociação trava na pauta econômica dos servidores
De acordo com a entidade, todas as principais reivindicações financeiras apresentadas pela categoria foram rejeitadas pela administração municipal, incluindo reposição salarial de 9,43%, reajustes de benefícios e pagamento de direitos acumulados.
Segundo o Sindserv, durante a mesa de negociação com a administração da Prefeitura de Taubaté, a pauta econômica dos servidores não avançou.
Reajuste salarial e benefícios são negados
Entre os itens rejeitados estão pontos considerados centrais pela categoria, como a recomposição inflacionária de 9,43% e a reestruturação de benefícios trabalhistas.
Ainda conforme o sindicato, também não houve acordo para a revisão da contribuição previdenciária dos aposentados, um dos temas mais sensíveis para servidores inativos, que alegam perda de poder de compra ao longo dos últimos anos.
Adicionais de risco e licença médica não são revistos
Outro ponto negado, segundo a entidade, foi o restabelecimento da base de cálculo dos adicionais de risco, além da manutenção desse benefício durante períodos de licença médica, demandas que, de acordo com o Sindserv, impactam diretamente servidores expostos a atividades consideradas insalubres ou perigosas.
A administração municipal também teria rejeitado a proposta de criação de uma lei para pagamento de valores retroativos, pauta conhecida entre os servidores como “Descongela”, além do pagamento da licença-prêmio, benefício historicamente reivindicado pela categoria.
Auxílios e horas extras não avançam na negociação
Entre os auxílios, o sindicato afirma que não houve avanço na implantação do auxílio-transporte no valor de R$ 563,04 e no reajuste do auxílio-alimentação para R$ 328,00.
Também teria sido negada a adequação no pagamento das horas extras e a criação de um plano de recomposição das perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos.
Expectativa para nova rodada de negociação
Para o Sindserv, a ausência de propostas concretas para a pauta econômica mantém o impasse nas negociações e pressiona por novas mobilizações da categoria, que já vinha se organizando após a primeira rodada de conversas.
Com a pauta econômica praticamente travada, o sindicato afirma que aguarda um reposicionamento da Prefeitura na segunda mesa de negociação entre as partes, marcada para esta sexta-feira (22), às 16h, na sede do Poder Executivo.

