(Imagem: Reprodução)
Por Danilo Costa
A Guarda Civil Municipal (GCM) de São José dos Campos ainda não se manifestou, até esta sexta-feira (24), sobre as acusações registradas em um boletim de ocorrência por funcionários da Urbanizadora Municipal (Urbam), que relataram supostas agressões cometidas por agentes durante um protesto realizado na quinta-feira (23), em frente à sede da empresa.
O protesto realizado por funcionários da Urbam teve como pauta pedidos de esclarecimentos sobre descontos aplicados nos salários dos trabalhadores.
Trabalhadores relatam uso de spray de pimenta e agressões durante ato
De acordo com a Polícia Civil, após a manifestação, participantes relataram que houve uma confusão durante o ato e que alguns manifestantes teriam sido atingidos por spray de pimenta e sofrido agressões físicas.
Entre os relatos apresentados à Polícia Civil, uma funcionária afirmou que foi atingida no rosto pelo spray. Um diretor do sindicato declarou que teria sido imobilizado pelo pescoço, levado para um corredor e arremessado contra uma parede após tentar acessar a empresa para conversar com o setor de Recursos Humanos.
Outros trabalhadores também informaram que teriam sido empurrados, segurados pelo pescoço ou puxados pelos braços durante o episódio.
Após os relatos, os manifestantes solicitaram a preservação das imagens das câmeras de segurança da Urbam e de possíveis câmeras corporais utilizadas pelos agentes da Guarda Civil Municipal, para contribuir com a apuração da ocorrência.
Além disso, a Polícia Civil determinou a realização de exames de corpo de delito nos envolvidos e informou os procedimentos para possível abertura de medidas criminais.
Governo municipal de posiciona
O governo municipal de São José dos Campos, por meio da Urbam, declarou que a empresa vinha realizando tratativas com representantes da categoria para buscar uma solução para as demandas apresentadas.
Ainda segundo a Prefeitura, durante a manifestação houve bloqueio da entrada da empresa e, na avaliação da administração, a ação descumpriu regras previstas na Lei de Greve relacionadas ao acesso ao ambiente de trabalho.