Ex-prefeito de Taubaté volta a ser preso.
(Imagem: Arquivo / Marcelo Caltabiano)
Por Danilo Costa
Condenado a dez anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro, o ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto voltou a ser preso nesta quarta-feira (15).
A prisão foi realizada em cumprimento a um mandado expedido pelo Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim), e o ex-chefe do Executivo municipal foi preso em sua residência, no bairro Chafariz.
Justiça revoga prisão domiciliar e determina cumprimento da pena em regime fechado
A prisão ocorre após a Justiça revogar o benefício que permitia a Roberto Peixoto cumprir a pena em prisão domiciliar.
Conforme a decisão judicial, a medida havia sido concedida por meio de habeas corpus até a realização de uma perícia médica para avaliar se o estado de saúde do ex-prefeito seria incompatível com o cumprimento da pena em unidade prisional.
Roberto Peixoto administrou Taubaté por oito anos consecutivos, entre 2005 e 2012. Segundo o processo, ele e a esposa, Luciana Flores Peixoto, ocultaram patrimônio por meio da aquisição de imóveis entre os anos de 2005 e 2007.
Defesa cita problemas de saúde e afirma que irá recorrer da decisão
Em 2024, após o trânsito em julgado da condenação, o ex-prefeito chegou a ser preso, mas posteriormente recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar enquanto a Justiça analisava o pedido de manutenção desse regime.
Na manifestação apresentada ao processo, a defesa alegou que Roberto Peixoto sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), passando a apresentar limitações cognitivas e físicas, argumento utilizado para solicitar a permanência da prisão domiciliar.
Ainda segundo a defesa do ex-executivo municipal, a prisão foi confirmada, e os advogados informaram que respeitam a decisão da Vara das Execuções Criminais, embora discordem do entendimento adotado.
Além disso, a defesa afirma que o ex-prefeito enfrenta graves problemas de saúde e afirma que irá recorrer por meio das medidas judiciais cabíveis.