(Imagem: Divulgação / SindiMetau)
Por Danilo Costa
A iminência de centenas de demissões já começa a impactar a indústria ferroviária em Taubaté.
Trabalhadores terceirizados que atuam dentro do complexo da Alstom iniciaram uma greve nesta quarta-feira (6), levantando preocupação sobre possíveis reflexos na produção de trens na unidade.
Paralisação foi decidida em assembleia
A greve teve início logo nas primeiras horas do dia, após aprovação em assembleia realizada no horário de entrada dos funcionários.
A decisão veio na esteira da insatisfação com os termos apresentados pela empresa diante do encerramento das atividades na cidade.
Demissões em massa motivam movimento
A mobilização ocorre poucos dias depois da confirmação de que a Zeentech vai encerrar suas operações em Taubaté até o dia 30 de maio de 2026, o que deve resultar na demissão de aproximadamente 400 trabalhadores.
O cenário gerou reação imediata da categoria, que busca melhores condições de desligamento.
Proposta foi rejeitada pelos trabalhadores
Segundo informações do sindicato, uma proposta de indenização chegou a ser apresentada pela empresa em reunião desta terça-feira (5), mas acabou recusada pelos funcionários.
Os detalhes foram debatidos antes da votação que resultou na paralisação.
Impacto pode atingir a produção da Alstom
Mesmo sendo terceirizados, os trabalhadores da Zeentech atuam diretamente em etapas essenciais da produção dentro da Alstom, como montagem, manutenção e logística.
Por isso, a greve pode afetar o ritmo das atividades industriais da multinacional.
Enquanto isso, os funcionários contratados diretamente pela Alstom seguem trabalhando normalmente, e não há, até o momento, indicativo de adesão ao movimento.
Greve sem previsão de término
Representantes sindicais permanecem mobilizados em frente à unidade ao longo do dia.
O impasse tem origem no fim do contrato entre as empresas, atribuído a questões comerciais e à redução de projetos na unidade.
Enquanto a Zeentech aponta inviabilidade econômica para manter as operações, a Alstom afirma buscar alternativas para reduzir os impactos da transição.
A greve segue sem previsão de término.