(Imagem: Reprodução / 360 News)
Por Danilo Costa
Trabalhadores ligados à Zeentech e à Alstom aprovaram estado de greve em assembleias realizadas nesta segunda-feira (4), em Taubaté.
A decisão ocorre após o encerramento do contrato de prestação de serviços entre as companhias.
Medida abre caminho para paralisação nos próximos dias
Diante disso, a medida funciona como um indicativo formal de paralisação, mas não implica suspensão imediata das atividades. Por enquanto, os funcionários seguem trabalhando normalmente.
No entanto, caso não haja avanço nas negociações, uma paralisação poderá ser iniciada a partir da próxima quarta-feira (6), conforme prevê a legislação.
Rescisão de contrato acende alerta entre trabalhadores
A mobilização teve início após a comunicação de que o contrato de prestação de serviços entre as empresas foi encerrado.
A situação envolve uma companhia terceirizada que atua dentro do complexo industrial de uma multinacional do setor ferroviário instalada na cidade.
Com o fim do vínculo contratual, cerca de 400 trabalhadores podem ser impactados diretamente, número que representa uma parcela significativa da mão de obra presente no local.
Sindicato tenta garantir manutenção dos empregos
Diante do cenário, o sindicato da categoria iniciou novas assembleias com os funcionários para discutir estratégias e possíveis encaminhamentos.
A principal preocupação, segundo a entidade, é assegurar a continuidade dos postos de trabalho diante das mudanças anunciadas.
Até o momento, não há confirmação oficial de paralisação, e o cenário permanece em fase de negociação entre as partes envolvidas.
A princípio, a evolução das conversas nos próximos dias será determinante para definir se haverá ou não interrupção nas atividades.
Entenda o contexto das empresas envolvidas
A multinacional Alstom, instalada em Taubaté, atua na produção de trens, metrôs e veículos leves sobre trilhos, além de desenvolver sistemas de sinalização e infraestrutura para transporte ferroviário.
Já a empresa terceirizada Zeentech, é responsável por serviços industriais dentro do complexo, incluindo atividades como montagem, manutenção, logística e apoio operacional.
Dessa forma, seus funcionários atuam diretamente nas operações da indústria, mesmo sem vínculo empregatício direto com a empresa principal.
O desfecho das negociações, portanto, deve impactar não apenas os trabalhadores envolvidos, mas também a dinâmica produtiva do setor na região.