(Imagem: divulgação / PMC)
Por Danilo Costa
A Prefeitura de Caçapava publicou nesta terça-feira (7), no diário oficial do município, um novo decreto que mantém suspensa a cobrança administrativa do IPTU de 2026.
A medida ocorre após a repercussão de questionamentos de moradores sobre aumentos considerados elevados no valor do imposto.
O Decreto prorroga até esta quinta-feira (9), o prazo de suspensão que havia sido estabelecido no fim de março.
Na prática, isso significa que o município continuará sem realizar cobranças administrativas do imposto enquanto revisa os critérios utilizados para calcular os valores.
Além disso, o texto também altera o vencimento do IPTU. A primeira parcela, ou o pagamento à vista, que antes deveria ser quitado no dia 15 de abril, passa agora para o dia 30 de abril.
A decisão de suspender temporariamente a cobrança foi anunciada pelo prefeito no dia 26 de março, após moradores relatarem aumentos expressivos nas cobranças do imposto em diferentes regiões da cidade.
Na ocasião, foi anunciado que a medida permitiria uma revisão da chamada Planta Genérica de Valores, base utilizada pela Prefeitura para calcular o IPTU.
Vice-prefeita também questionou valores antes da suspensão
Antes mesmo da decisão oficial de suspender a cobrança, a vice-prefeita de Caçapava, Juliana Freitas, já havia se manifestado publicamente sobre o tema.
Em declarações feitas no fim de março, ela relatou ter sido impactada pelos valores e criticou o que considerou aumentos elevados.
“Eu também sou daqui da cidade, também tenho os IPTUs e chegou para mim também um valor abusivo”, declarou Juliana Freitas.
Em outro momento, a vice questionou a falta de discussão prévia sobre o tema com a população e autoridades locais, destacando a ausência de diálogo antes da definição dos novos valores.
“Há tantas assembleias, há tantas reuniões, e por que nós não fomos convocados antes para ser discutido essa pauta?”, afirmou a vice-prefeita.
Ela também mencionou relatos recebidos de moradores que enfrentam dificuldades para arcar com o imposto, citando casos que, segundo ela, refletem o impacto social da cobrança.
“É de cortar o coração as mensagens que recebo daquela senhora que foi mostrada na matéria do jornal aqui da região, que ela não tem condições de estar pagando IPTU, que ela nem consegue se manter o dia a dia dela e com esse IPTU altíssimo. Então, assim, é revoltante”, finalizou Juliana Freitas.