(Imagem: Reprodução / CNN Brasil)
Por Danilo Costa
Preso no presídio de Potim desde janeiro deste ano, o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido nacionalmente pelo caso ‘Vaza Jato’, recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para progredir ao regime aberto.
A decisão foi assinada nesta quinta-feira (7) e impõe uma série de restrições ao condenado por invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
STF autoriza progressão de regime para Walter Delgatti
Delgatti está preso desde agosto de 2023 e havia sido transferido, no início deste ano, da Penitenciária II de Tremembé para a unidade prisional de Potim, já em maio de 2025, ele foi condenado a oito anos e três meses de prisão.
Na decisão, Moraes estabeleceu uma série de restrições para a permanência de Delgatti no novo regime. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, além da proibição de frequentar redes sociais.
Alexandre de Moraes impõe restrições a novo regime prisional
Walter também não poderá deixar a cidade onde reside sem autorização judicial e terá de comparecer semanalmente à Justiça para informar suas atividades.
O ministro ainda condicionou a progressão à comprovação de atividade profissional lícita, mas o passaporte de Delgatti segue cancelado.
A pena do hacker já havia sido reduzida anteriormente em 100 dias após ele obter desempenho considerado suficiente no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem-PPL).
Com isso, a condenação passou para sete anos, 11 meses e 19 dias.
Caso “Vaza Jato” projetou hacker nacionalmente após invasões e vazamento de mensagens
Walter Delgatti ficou conhecido nacionalmente após o episódio chamado de “Vaza Jato”, investigação relacionada à invasão de celulares de autoridades públicas, empresários, jornalistas e integrantes da força-tarefa da Lava Jato.
Em outro processo, ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelos ataques cibernéticos envolvendo mensagens atribuídas ao senador Sergio Moro.