(Imagem: Reprodução / Street View)
Por Danilo Costa
A rebelião registrada na Penitenciária I de Potim entre os dias 20 e 21 de junho deste ano, que terminou com dois detentos mortos, quatro feridos e visitantes mantidos como reféns, avança para uma nova etapa na Justiça. Nove presos se tornaram réus após o recebimento da denúncia pelo Judiciário paulista.
De acordo com o Ministério Público, os nove presos responderão, em tese, pelos crimes de motim de presos, cárcere privado, dois homicídios qualificados consumados e quatro tentativas de homicídio durante a rebelião.
Ministério Público aponta reféns e mortes durante o motim
A denúncia sustenta que, durante a ação, 14 mulheres e uma criança que participavam do dia de visitas foram impedidas de deixar a unidade prisional e utilizadas como "escudo humano" pelos detentos.
As investigações apontam que a rebelião teve início após duas visitantes serem impedidas de entrar no presídio por suspeita de tentarem ingressar com objetos proibidos. Conforme o Ministério Público, presos ligados às mulheres iniciaram o motim, fazendo ameaças a agentes penitenciários e a outros internos.
Justiça determina novas diligências no processo
Na mesma decisão, a magistrada autorizou o prosseguimento da ação penal e determinou que os interrogatórios dos acusados sejam realizados por videoconferência.
A juíza também requisitou a juntada de laudos periciais, imagens registradas pelas câmeras corporais dos agentes e pelo sistema de monitoramento da penitenciária, além de informações sobre a eventual participação de uma organização criminosa mencionada durante a investigação.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, quando serão produzidas as provas e ouvidas as partes antes do julgamento.