Corpos foram levados ao IML de Taubaté.
(Imagem: Reprodução / Suellen Fernandes)
Por Danilo Costa
A Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da morte de uma mulher de 48 anos e de seu filho, de 15, encontrados sem vida dentro da residência da família, em um condomínio no bairro Bonfim, em Taubaté, nesta segunda-feira (13).
O caso segue sob investigação e depende dos resultados da perícia para confirmar como os óbitos ocorreram.
As vítimas foram identificadas como Silvia Satie Takemoto, de 48 anos, e Pedro Takemoto Arantes Machado, de 15 anos.
A ocorrência é tratada, inicialmente, como homicídio seguido de suicídio, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil.
Pai encontrou mãe e filho mortos dentro da residência
De acordo com a Polícia Militar, o pai do adolescente chegou ao imóvel por volta das 12h47 da segunda-feira.
Ele informou que havia deixado o filho na casa na noite anterior e passou a se preocupar após não conseguir contato com o jovem durante a manhã.
Ao entrar na residência, que estava destrancada, encontrou mãe e filho no andar superior, caídos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas as equipes apenas constataram os óbitos.
Perícia apreende facas e celulares em Taubaté
Segundo a Polícia Civil, o adolescente apresentava duas lesões provocadas por instrumento perfurocortante, localizadas no tórax e no pescoço.
Durante os trabalhos periciais, foram apreendidas duas facas e três aparelhos celulares. Todo o material será submetido à análise técnica para auxiliar na reconstrução dos fatos.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar a causa das mortes e o horário aproximado em que ocorreram.
Investigação analisa histórico da família
Em depoimento, o pai informou que estava em processo de separação após 26 anos de casamento.
Segundo ele, Silvia era enfermeira, estava afastada das atividades profissionais e realizava tratamento para transtorno esquizoafetivo com medicamentos controlados.
Ele relatou à polícia a suspeita de que ela pudesse ter interrompido o tratamento após a separação.
Ainda segundo a Polícia Civil, a síndica afirmou que a família morava no local havia cerca de sete meses e disse nunca ter presenciado discussões ou qualquer situação de violência envolvendo o casal.
Imagens das câmeras de monitoramento registraram o momento em que o pai deixou o filho na residência na noite do último domingo (12) e seu retorno ao condomínio na tarde de segunda-feira.
Laudos devem esclarecer a dinâmica das mortes
A principal etapa da investigação agora é determinar a sequência dos acontecimentos dentro da residência.
A Polícia Civil aguarda os laudos do IML e da perícia técnica para confirmar a causa dos óbitos, o horário das mortes e verificar se as facas apreendidas foram utilizadas na ocorrência.
Além disso, os celulares recolhidos passarão por análise para identificar mensagens, ligações e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a motivação nem informou se manterá a hipótese inicial de homicídio seguido de suicídio. O inquérito permanece em andamento.