Imagem aérea da rodovia Rio-Santos em Ubatuba.
(Imagem: Reprodução / DER)
Por Danilo Costa
A ameaça de demolição de moradias na comunidade Cambury das Pedras provocou reflexos diretos no trânsito da Rodovia Rio-Santos (BR-101) na manhã desta terça-feira (9), em Ubatuba. Moradores realizaram um protesto no trecho, interrompendo o fluxo de veículos e chamando a atenção para a disputa judicial que envolve famílias da região.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), aproximadamente 60 manifestantes ocuparam a pista na altura do km 1 da rodovia e bloquearam os dois sentidos da via.
Durante a mobilização, materiais foram incendiados sobre o asfalto, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas e garantir a segurança no local.
Trânsito opera em sistema pare e siga durante manifestação
Com o avanço da operação, uma das faixas foi parcialmente liberada, permitindo a passagem de veículos por meio do sistema de pare e siga. Após a extinção do incêndio, equipes da concessionária CCR RioSP iniciaram os procedimentos para remoção dos objetos utilizados na interdição.
A concessionária informou que o trecho permaneceu com restrições temporárias enquanto agentes monitoravam a situação. A liberação total da pista ocorreu às 11h18, e não houve registro de feridos.
Prefeitura afirma que caso é tratado pela Justiça Estadual
A mobilização ocorreu em resposta a uma ordem de demolição de imóveis na comunidade do Cambury.
Em nota, a Prefeitura de Ubatuba esclareceu que o caso está vinculado a um processo judicial conduzido pelo Ministério Público e pela Justiça Estadual, não cabendo ao município decidir sobre a suspensão ou o cumprimento das determinações estabelecidas.
A administração municipal informou ainda que recebeu representantes dos moradores nesta segunda-feira (8) para prestar esclarecimentos sobre a situação.
Durante o encontro, foi orientado que os envolvidos busquem apoio da Defensoria Pública ou dos advogados que já atuam no processo, a fim de avaliar possíveis medidas judiciais para contestar ou suspender a decisão.
Município diz que apenas auxilia no cumprimento de decisões judiciais
O município também ressaltou que, quando requisitado pelo Poder Judiciário, limita-se a disponibilizar equipamentos para auxiliar no cumprimento das determinações legais.
Conforme a prefeitura, toda a execução é coordenada por oficiais de Justiça e demais representantes designados pelo Judiciário, responsáveis por definir os procedimentos adotados em cada caso.