Prefeitura formalizou convênio para implantação de nova rede de drenagem no Jardim Imperial.
(Imagem: Reprodução / PMSJC)
Por Danilo Costa
Cinco meses após o primeiro grande afundamento que interditou ruas, desalojou moradores e desencadeou uma série de problemas estruturais no Jardim Imperial, na Zona Sul de São José dos Campos, o governo municipal formalizou nesta sexta-feira (19) um convênio para viabilizar uma obra de drenagem avaliada em R$ 9,4 milhões na via afetada.
O acordo foi assinado com o Governo do Estado de São Paulo e prevê a implantação de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, um dos pontos mais afetados pelos desmoronamentos registrados neste ano.
Segundo o convênio, o investimento total será de R$ 9.434.726,23. A maior parte dos recursos será destinada pelo governo estadual, que deverá repassar cerca de R$ 7,8 milhões.
Já a contrapartida municipal será de aproximadamente R$ 1,5 milhão, e a previsão é que os serviços sejam executados em oito meses, com os repasses estaduais ocorrendo conforme a evolução das etapas da obra.
Afundamentos mobilizaram Defesa Civil e levaram à interdição de imóveis
Os problemas na região começaram a ganhar repercussão no fim de janeiro, quando uma forte chuva provocou o rompimento do pavimento no cruzamento da Rua Felisbina de Souza Machado com a Rua Roberto Baranov.
Na ocasião, um caminhão carregado com blocos de concreto caiu na cratera aberta pela erosão. Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos.
No mês seguinte, em fevereiro, um novo afundamento foi registrado em outro trecho da mesma via, ampliando os impactos na região.
O episódio levou à interdição de um edifício residencial com 34 apartamentos e de quatro casas próximas ao local. Ao todo, cerca de 156 moradores precisaram deixar temporariamente os imóveis por medida de segurança.
Nova rede substituirá estrutura comprometida
De acordo com informações da administração municipal, análises técnicas indicaram que uma antiga tubulação metálica utilizada no sistema de drenagem apresentava elevado nível de corrosão, comprometendo a estabilidade do solo.
Durante os trabalhos emergenciais realizados ao longo dos meses seguintes, novos afundamentos foram registrados.
Com isso, a solução definida pela Prefeitura prevê a construção de uma nova rede de drenagem, em vez da recuperação da estrutura antiga.
Por fim, o projeto contempla ainda a recomposição do pavimento, a reconstrução de dispositivos de captação de água da chuva e outras intervenções complementares.