(Imagem: Reprodução)
Por Danilo Costa
As obras para recuperação da região afetada por erosões no Jardim Imperial, em São José dos Campos, voltaram a chamar atenção após um novo afundamento de solo ser registrado nesta terça-feira (16).
O episódio ocorreu justamente no trecho onde equipes trabalham na contenção dos danos provocados pelo colapso da antiga galeria de águas pluviais.
Imagens captadas por uma câmera de monitoramento mostram o momento em que parte do material utilizado para estabilizar o terreno cede.
O local permanece interditado desde o início do ano, quando uma sequência de erosões comprometeu a segurança da via e de imóveis próximos.
Confira o vídeo AQUI.
Chuvas provocam novo afundamento em área de erosão no Jardim Imperial
Segundo informações do governo municipal, o volume de chuva registrado nos últimos dias contribuiu para a movimentação desse material, resultando no novo rebaixamento do terreno.
Ainda segundo o município, equipes programaram serviços de recomposição da área para esta quarta-feira (17). A
A administração municipal destacou ainda que a ocorrência não altera o cronograma das intervenções em andamento e que a implantação da nova galeria de drenagem segue normalmente.
Crateras no Jardim Imperial começaram após colapso registrado em janeiro
A região enfrenta problemas desde o dia 27 de janeiro deste ano, quando uma enorme cratera se abriu na Rua Felisbina de Souza Machado e engoliu um caminhão carregado com blocos de concreto.
Menos de duas semanas depois, uma nova erosão surgiu em outro trecho do bairro, ampliando os impactos e exigindo medidas de emergência.
Os danos provocados pela segunda cratera levaram à desocupação de quatro casas e também do Residencial Jardins de Sevilha, edifício localizado ao lado da área comprometida. Ao todo, 156 pessoas precisaram deixar suas moradias por questões de segurança.
Obra de R$ 6,7 milhões busca solucionar problema de drenagem em São José dos Campos
Para solucionar o problema de forma definitiva, o governo municipal iniciou a construção de uma nova galeria de águas pluviais, investimento estimado em R$ 6,7 milhões.
A estrutura está sendo implantada paralelamente ao sistema que apresentou falha, utilizando tecnologia que reduz a necessidade de escavações extensas e minimiza impactos na superfície.
Enquanto as obras avançam, a área segue isolada e sob acompanhamento técnico, com monitoramento constante das condições do solo e da estabilidade do terreno.