(Imagem: Reprodução / PMT)
Por Danilo Costa
Moradores da Chácara Ingrid estão realizando neste mês de junho, uma mobilização para cobrar providências da Prefeitura de Taubaté em relação ao fechamento da unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF) da região.
Segundo os participantes, o espaço está sem atendimento há quase quatro meses e, até o momento, não há informações visíveis sobre o início das obras prometidas nem alternativas permanentes para atender a população local.
O encontro foi organizado pela moradora Anita Costa, idealizadora de um abaixo-assinado que reúne reivindicações pela retomada dos serviços de saúde no bairro.
A ação contou com a presença do cientista político e empresário Cauê Peretta e do munícipe Ricardo Saad.
Moradores relatam dificuldades de acesso à saúde
Durante a mobilização, Ricardo Saad afirmou que a suspensão dos atendimentos tem afetado principalmente idosos que dependiam da unidade para consultas, acompanhamento médico e outros serviços básicos.
Segundo ele, além da distância até outras unidades de saúde, os moradores enfrentam dificuldades com o transporte público da região.
"Estamos aqui na Chácara Ingrid, onde a Anitta convocou a população para falar sobre o descaso que está acontecendo com o atendimento do PAMO. Está fechado há mais de três meses e a população local, majoritariamente idosa, não tem atendimento aqui", declarou Ricardo.
Saad também afirmou que não identificou sinais de obras no local.
"Até agora não tem uma placa da licitação feita, não existe um tapume de obra e nada está sendo feito", disse o munícipe.
Abaixo-assinado reúne reivindicações da comunidade
O documento organizado por Anita Costa manifesta preocupação com a interrupção do atendimento de saúde no bairro e aponta possíveis impactos para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Entre as reivindicações apresentadas pelos moradores estão:
• Retomada dos atendimentos na unidade;
• Agilidade na execução da reforma prometida;
• Garantia de atendimento durante o período de obras;
• Disponibilização de profissionais suficientes para atender a demanda;
• Transparência sobre cronogramas e medidas adotadas pelo município.
No texto, os moradores também relatam dificuldades de deslocamento para outras regiões da cidade em razão dos intervalos do transporte coletivo.
Comunidade pede solução provisória durante reforma
Segundo Anita Costa, os moradores compreendem a necessidade de reformas na unidade, mas defendem que o bairro receba uma alternativa temporária enquanto o prédio permanecer fechado.
" Além da gente estar reivindicando aqui a reabertura do posto, a gente entende que precisa fazer a obra e isso vai levar um tempo. A gente quer um caminhão móvel de saúde para emergência, porque os idosos não têm como ir até o posto", afirmou a munícipe.
De acordo com Anita, quando o fechamento da unidade foi anunciado, a expectativa era de que a reforma estivesse concluída no início de fevereiro de 2026.
Ela afirma, porém, que o serviço continua interrompido em junho, sem retorno considerado satisfatório pelos moradores.
Apoio à mobilização
Durante o encontro, Cauê Peretta elogiou a iniciativa dos moradores e destacou a importância da mobilização popular para reivindicar melhorias na área da saúde.
"Parabéns, Anita, pelo trabalho de movimentar e fazer o abaixo-assinado. Saúde é prioridade. O transporte também precisa atender melhor a população para que as pessoas possam buscar atendimento quando necessário", declarou Cauê.
Cauê encaminha ofício à Prefeitura de Taubaté
Além de participar da mobilização realizada na Chácara Ingrid, Cauê Peretta encaminhou um ofício à Prefeitura solicitando esclarecimentos e providências sobre a situação da unidade de saúde do bairro.
No documento, o partido afirma que o fechamento do posto representa um prejuízo significativo para os moradores da região, especialmente idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas, que dependem dos serviços de atenção básica.
O texto destaca ainda que a população enfrenta dificuldades de deslocamento devido à limitação do transporte público no bairro, com intervalos que, segundo o documento, podem variar entre uma e três horas.
Entre as reivindicações apresentadas estão a garantia de atendimento à população durante o período de reforma, inclusive por meio de uma estrutura provisória, a manutenção de profissionais de saúde em número suficiente e maior transparência por parte da administração municipal quanto aos prazos e cronograma das obras.
No ofício, Cauê também solicita uma resposta oficial da Prefeitura sobre a situação da unidade e as medidas que serão adotadas para evitar que os moradores fiquem sem assistência médica durante o período de fechamento.
Segundo o documento, a legenda considera que o acesso à saúde é um direito constitucional e defende a adoção de medidas urgentes para assegurar o atendimento à população da Chácara Ingrid e bairros vizinhos.
Reportagem questiona Prefeitura
O Portal VL News entrou em contato com a Prefeitura de Taubaté, que encaminhou uma nota oficial à reportagem.
Confira a nota completa na integra:
“A Prefeitura de Taubaté informa que tramita um documento para aluguel de espaço para funcionamento da unidade. Por enquanto os atendimentos foram remanejados para os bairros Cidade Jardim e Residencial Estoril.
Em paralelo, a Secretaria de Saúde, promove o atendimento médico em residência para idosos e acamados e na próxima semana, esse atendimento será ampliado e 1 vez por semana, o médico realizará atendimento na paróquia do bairro.”