202509191653081758311588e66ed0
De autoria do poder Executivo, a iniciativa gera polêmica e preocupação de vereadores, comerciantes e trade turístico e teve parecer contrário do jurídico da Câmara
A Câmara Municipal de Aparecida iniciou nesta semana a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 004/2025, de autoria do Poder Executivo, que propõe a criação da chamada Taxa de Turismo Sustentável no município. O texto foi protocolado na Casa no último dia 12 de setembro e entrou em deliberação já na 16ª Sessão Ordinária, realizada na segunda-feira (15).
O projeto prevê a cobrança de valores relacionados à entrada e permanência de veículos de turismo – particulares ou fretados – que chegam à cidade com finalidade religiosa ou turística. A justificativa da Prefeitura é de que o grande fluxo de visitantes gera impacto direto na limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos, manutenção de vias, praças, mobiliário urbano e ações de preservação ambiental, sendo necessário criar uma fonte específica de custeio para esses serviços
Segundo a proposta, a cobrança seria feita por meio de um sistema eletrônico municipal, com monitoramento via tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para leitura de placas de veículos. O valor seria calculado com base em Unidades Fiscais do Município (UFM), considerando a quantidade de dias ou frações de permanência no território municipal.
Apesar da defesa apresentada pelo Executivo, a Assessoria Jurídica da Câmara emitiu parecer contrário ao projeto. O documento, assinado pelo advogado Clarimar Santos Motta Junior, conclui pela irregularidade do processo legislativo, destacando que, embora a proposição esteja acompanhada de estudo de impacto financeiro, não trata de renúncia de receita, mas de medida arrecadatória.
O parecer aponta que a proposta visa aumento de arrecadação, sem configurar despesa pública adicional, mas ressalta dúvidas quanto à confiabilidade dos estudos e projeções apresentados. “A proposição não versa sobre renúncia de receita, pelo contrário. Trata-se de medida que visa ao aumento da arrecadação (...), entretanto demonstrando não só o equívoco no estudo apresentado, como a ausência de informações confiáveis sobre a perspectiva de arrecadação e o impacto da medida na LOA e na LDO”, conclui o parecer jurídico.
O tema mobilizou rapidamente tanto os parlamentares quanto a opinião pública. Durante a sessão ordinária, vereadores manifestaram preocupação com a legalidade e a repercussão social da medida. A Comissão de Justiça e Redação, bem como a Comissão de Finanças e Orçamento, Comissão de Obras e Turismo e Comissão de Educação e Saúde, agora analisam o texto e deverão emitir pareceres antes que o projeto retorne ao plenário para votação.
Entre os posicionamentos, chamou atenção a fala do presidente da Câmara, Luiz Carlos Ferreira Junior (Juninho Corpo Seco), que se manifestou de forma contundente contra a iniciativa.
Ele também questionou a viabilidade da medida diante da atual infraestrutura da cidade:
“Vai cobrar pra entrar na cidade, sendo que Aparecida não oferece nada de infraestrutura, segurança, mobilidade urbana e acolhimento aos turistas. Falta limpeza pública, fiscalização e ordem. Não é momento pra isso.”
Essas declarações refletem preocupações de vereadores e setores da sociedade sobre o impacto da medida não só na arrecadação, mas no turismo religioso e na percepção de acolhimento da cidade.
Na comunidade, a proposta gerou reações imediatas. Comerciantes locais, especialmente do setor de hospedagem, alimentação e transporte, expressaram forte oposição, alegando que a taxa pode afastar turistas e impactar negativamente a economia local. Turistas também demonstraram apreensão, temendo que a cobrança desestimule as visitas, sobretudo em caravanas religiosas.
A imprensa regional e nacional repercutiu o caso. Segundo reportagens, a ideia da cobrança de taxa em uma das principais cidades do turismo religioso do Brasil já gera tensões e mobiliza debates sobre os limites entre arrecadação pública e estímulo ao turismo.
Em respeito aos trâmites legislativos, o PLC 004/2025 segue em análise nas comissões permanentes da Câmara. Só após receber pareceres definitivos será submetido à deliberação do plenário. Até lá, os vereadores deverão se debruçar sobre os estudos técnicos apresentados e ouvir as manifestações da sociedade.
A Câmara Municipal de Aparecida reafirma seu compromisso de garantir a transparência e a ampla participação popular em matérias que impactam diretamente a vida da comunidade e de milhares de visitantes que passam anualmente pela cidade.
Mais notícias
A Câmara Municipal de Aparecida iniciou nesta semana a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 004/2025, de autoria do Poder Executivo, que propõe a criação da chamada Taxa de Turismo Sustentável no município. O texto foi protocolado na Casa no último dia 12 de setembro e entrou em deliberação já na 16ª Sessão Ordinária, realizada na segunda-feira (15).
O projeto prevê a cobrança de valores relacionados à entrada e permanência de veículos de turismo – particulares ou fretados – que chegam à cidade com finalidade religiosa ou turística. A justificativa da Prefeitura é de que o grande fluxo de visitantes gera impacto direto na limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos, manutenção de vias, praças, mobiliário urbano e ações de preservação ambiental, sendo necessário criar uma fonte específica de custeio para esses serviços
Segundo a proposta, a cobrança seria feita por meio de um sistema eletrônico municipal, com monitoramento via tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para leitura de placas de veículos. O valor seria calculado com base em Unidades Fiscais do Município (UFM), considerando a quantidade de dias ou frações de permanência no território municipal.
Parecer Jurídico contrário
Apesar da defesa apresentada pelo Executivo, a Assessoria Jurídica da Câmara emitiu parecer contrário ao projeto. O documento, assinado pelo advogado Clarimar Santos Motta Junior, conclui pela irregularidade do processo legislativo, destacando que, embora a proposição esteja acompanhada de estudo de impacto financeiro, não trata de renúncia de receita, mas de medida arrecadatória.
O parecer aponta que a proposta visa aumento de arrecadação, sem configurar despesa pública adicional, mas ressalta dúvidas quanto à confiabilidade dos estudos e projeções apresentados. “A proposição não versa sobre renúncia de receita, pelo contrário. Trata-se de medida que visa ao aumento da arrecadação (...), entretanto demonstrando não só o equívoco no estudo apresentado, como a ausência de informações confiáveis sobre a perspectiva de arrecadação e o impacto da medida na LOA e na LDO”, conclui o parecer jurídico.
Repercussão entre vereadores e comunidade
O tema mobilizou rapidamente tanto os parlamentares quanto a opinião pública. Durante a sessão ordinária, vereadores manifestaram preocupação com a legalidade e a repercussão social da medida. A Comissão de Justiça e Redação, bem como a Comissão de Finanças e Orçamento, Comissão de Obras e Turismo e Comissão de Educação e Saúde, agora analisam o texto e deverão emitir pareceres antes que o projeto retorne ao plenário para votação.
Entre os posicionamentos, chamou atenção a fala do presidente da Câmara, Luiz Carlos Ferreira Junior (Juninho Corpo Seco), que se manifestou de forma contundente contra a iniciativa.
“Ela pode afetar nosso turismo. Principalmente os ônibus de turismo, de romarias, que fazem o bate e volta. Nosso turismo é diferente, é de pessoas humildes, que vêm pela fé e com o dinheiro contado.” – destacou o vereador, em entrevista a um órgão de imprensa.
Ele também questionou a viabilidade da medida diante da atual infraestrutura da cidade:
“Vai cobrar pra entrar na cidade, sendo que Aparecida não oferece nada de infraestrutura, segurança, mobilidade urbana e acolhimento aos turistas. Falta limpeza pública, fiscalização e ordem. Não é momento pra isso.”
Essas declarações refletem preocupações de vereadores e setores da sociedade sobre o impacto da medida não só na arrecadação, mas no turismo religioso e na percepção de acolhimento da cidade.
Na comunidade, a proposta gerou reações imediatas. Comerciantes locais, especialmente do setor de hospedagem, alimentação e transporte, expressaram forte oposição, alegando que a taxa pode afastar turistas e impactar negativamente a economia local. Turistas também demonstraram apreensão, temendo que a cobrança desestimule as visitas, sobretudo em caravanas religiosas.
A imprensa regional e nacional repercutiu o caso. Segundo reportagens, a ideia da cobrança de taxa em uma das principais cidades do turismo religioso do Brasil já gera tensões e mobiliza debates sobre os limites entre arrecadação pública e estímulo ao turismo.
Próximos passos
Em respeito aos trâmites legislativos, o PLC 004/2025 segue em análise nas comissões permanentes da Câmara. Só após receber pareceres definitivos será submetido à deliberação do plenário. Até lá, os vereadores deverão se debruçar sobre os estudos técnicos apresentados e ouvir as manifestações da sociedade.
A Câmara Municipal de Aparecida reafirma seu compromisso de garantir a transparência e a ampla participação popular em matérias que impactam diretamente a vida da comunidade e de milhares de visitantes que passam anualmente pela cidade.
Polêmica
GCM de São José ainda não se manifestou sobre acusações de agressões durante protesto de funcionários da Urbam
Saúde
Idosa de 83 anos é a 11ª vítima da dengue em Taubaté; região soma 9.246 casos
Tempo
Região tem alerta de chuva forte, ventos de até 60 km/h e granizo
Esportes
São José conquista 13º título consecutivo dos Jogos Regionais e garante vagas para os Jogos Abertos em Votuporanga
Serviços
Abastecimento de água é 100% normalizado em São José, afirma Sabesp
Esportes
Rivalidade regional marca semifinal do Campeonato Paulista de Rugby em Jacareí
Eventos
São José terá bloqueios no trânsito para corrida e eventos dos 259 anos da cidade
INSS
INSS muda regra e libera BPC para famílias unipessoais sem visita domiciliar até julho de 2027
Serviços
Sabesp informa que 94,4% dos imóveis já tiveram o abastecimento de água restabelecido em São José
Tempo
Mudança no tempo traz chuva e temperaturas mais baixas para a região, aponta previsão do INPE