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Guitarras distorcidas e solos alucinantes ecoaram no palco do Parque Capivari durante o primeiro Campos Rock Fest de Campos do Jordão. Foram dois dias de muito rock 'n' roll com a apresentação de 13 shows gratuitos que lotaram o coração turístico da cidade mais alta do Brasil. Mais de 600 credenciais foram retiradas e cada credenciado recebeu um certificado simbólico de Roqueiro de Honra e membro do Coletivo de Rock Jordanense, reforçando o vínculo entre o público e o movimento cultural da cidade.
“Com certeza, foi incrível e muito bem organizado”, disse Marco Aurélio Fernandes de Araújo, o Marquinho, jordanense e guitarrista que acompanhou os dois dias de festival e destacou tanto a qualidade dos shows, com ênfase para as bandas Hamelin, Infâmia Punk Rock e Alquimistas Sonorus, quanto o esforço conjunto da produção. Para ele, o Campos Rock Fest representou “um novo suspiro” para a cena local, reunindo público fiel e potencial para se tornar tradição. “Já estou contando os meses para a realização do próximo!”.
O sucesso foi tanto que o Campos Rock Fest poderá entrar para o calendário oficial de eventos da cidade. O vereador Alfredo Cottini, autor da emenda parlamentar que viabilizou o evento em conjunto com Marcelo Xuxa, reafirmou seu compromisso. “O Campos Rock Fest já mostrou que veio para ficar. Meu próximo passo é apresentar o projeto de lei que insere o festival no Calendário Oficial de Eventos do Município, para que se integre definitivamente à cultura jordanense”.
O vereador destacou que o recurso foi aplicado de forma eficiente, garantindo a estrutura necessária para que o festival oferecesse cultura e lazer à população jordanense e aos visitantes, além de reforçar o potencial turístico da cidade. Para Cottini, o apoio ao Campos Rock Fest e a outros projetos do Coletivo de Rock Jordanense representa não apenas uma ação política, mas também um compromisso pessoal.
O festival
O evento é um projeto do Coletivo de Rock Jordanense, promovido pelo Governo Municipal por meio da Secretaria de Valorização da Cultura. A programação trouxe momentos históricos: um pedido de noivado no palco, a entrega da primeira guitarra coletiva da cidade, karaokê interativo nos intervalos e apresentações de altíssimo nível de 13 bandas locais: DuoRock, Tardis, Sirius Rock, Infâmia Punk Rock, Thays Vega, Sonora, Hamelin, Rota do Rock, Rock 13, Os Jonjos, Alquimistas Sonorus, Lovers and Haters e Radio Star.
A turista Karoline Oliveira foi surpreendida pelo pedido de noivado no palco e relatou o impacto pessoal do momento: “Ter vivido isso no Campos Rock Fest foi uma experiência incrível... o meu noivo é uma pessoa muito tímida, então ele se desafiar dessa forma, subindo no palco diante de todo aquele público, foi algo surreal.” Ela agradeceu à produção pelo registro em vídeo que eternizou a cena e serviu como prova para amigos e familiares da coragem do noivo. Para Karoline, o festival será sempre especial e o casal já promete voltar nas próximas edições.
Outro marco simbólico foi a entrega da primeira guitarra coletiva de Campos do Jordão ao prefeito Carlos Eduardo (Caê). Construído com recursos da Lei Aldir Blanc, o instrumento ficará disponível em empréstimo público para músicos locais. A estreia da guitarra aconteceu no próprio festival, em uma participação especial do guitarrista jordanense Beto Richieri durante o show da cantora Thays Vega. Além dos shows, o festival contou com sorteios, brincadeiras e o karaokê coletivo, transformando a plateia em protagonista.
A produção do evento foi realizada pelo Coletivo de Rock Jordanense, representado por Mauro Ribeiro, músico, compositor e secretário-geral do coletivo, em parceria com Maiara Moreira, jornalista da MaiMore Comunicação e diretora de comunicação do Coletivo e Mário Domingues, presidente do Coletivo e luthier da Wasp Guitars.
“A sensação é de sucesso transcendendo o dever cumprido. Afinal, o evento superou as expectativas e nos abriu o horizonte para o que é possível realizar nas próximas edições. Quero fazer um agradecimento especial aos músicos do coletivo que se voluntariaram e aos membros que atuaram efetivamente no suporte técnico e no apoio de palco, e também à equipe da Secretaria de Cultura, que trabalhou junto conosco em todas as etapas. Esse esforço coletivo foi fundamental para o sucesso desta primeira edição”, afirmou Mauro, avaliando que a experiência deu confiança à equipe para ousar mais e investir no crescimento do festival.
A secretária de Valorização da Cultura, Tânia Regina Cunha, também avaliou positivamente a estreia. “Foi um evento que movimentou a cidade, atraiu público diverso e mostrou que Campos do Jordão tem espaço para a valorização do rock e de outras expressões musicais. O maior impacto foi ver os jordanenses participando ativamente, ocupando os espaços públicos e se reconhecendo na programação cultural. Isso fortalece o sentimento de pertencimento e mostra que a cultura é um elo que aproxima as pessoas.”, ressaltou Tânia Cunha.
A secretária também garantiu seu apoio às próximas edições do Campos Rock Fest como parte do calendário oficial de eventos de Campos do Jordão. Por isso, músicos e bandas, já podem afinar seus instrumentos porque a edição de 2026 promete ser ainda mais grandiosa!