(Imagem: Divulgação / PF)
Por Danilo Costa
A cidade de São José dos Campos foi um dos alvos da Operação Fortuito 4, realizada na manhã desta quinta-feira (21) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ) para investigar uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
A ação também ocorreu em cidades como Macaé, Rio de Janeiro e na capital paulista.
Ao todo, policiais federais (PFs) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares determinadas pela Justiça contra os investigados.
Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de operar um esquema de pirâmide financeira com atuação internacional.
Justiça bloqueia R$ 300 milhões de investigados
Durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 300 milhões em bens ligados ao grupo investigado.
Entre os itens sequestrados estão imóveis, embarcações e outros patrimônios registrados, em alguns casos, em nome de terceiros.
De acordo com a investigação, a estratégia era utilizada para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro, prática que pode configurar lavagem de dinheiro.
Investigação começou após prisão em 2024
De acordo com a PF, a operação é resultado de um desdobramento iniciado em maio de 2024, após a prisão em flagrante de uma investigada por posse ilegal de arma de fogo.
A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram indícios de crimes como falsidade ideológica, porte ilegal de arma e movimentações financeiras suspeitas ligadas a um suposto esquema de pirâmide financeira global.
PF identifica possível atuação internacional de grupo suspeito
As apurações apontam que o grupo teria atuação em diferentes países, incluindo Brasil, Ucrânia e Japão. Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores movimentados pelo grupo.