(Imagem: TRT-Campinas)
Por Danilo Costa
Uma nova tentativa de acordo entre a Urbam e os trabalhadores em greve será realizada na próxima terça-feira (23), após a Justiça do Trabalho agendar uma audiência presencial para discutir as reivindicações apresentadas pela categoria.
O encontro será realizado presencialmente, por determinação do desembargador vice-presidente judicial Wilton Borba Canicoba.
A reunião acontece enquanto o dissídio coletivo segue em andamento na Justiça do Trabalho, após uma primeira tentativa de conciliação não ter avançado.
Greve afeta parte dos serviços de manutenção urbana
A paralisação dos trabalhadores começou no dia 10 de junho e tem como principal pauta a revisão de salários, benefícios e condições de trabalho.
Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão o reajuste do vale-refeição, que passaria de R$ 27 para R$ 33, a oferta de plano de saúde sem cobrança de coparticipação para empregados com remuneração de até R$ 5 mil e mudanças em pagamentos de adicionais trabalhistas.
Desde o início da mobilização, a coleta de lixo segue sendo realizada de maneira parcial para garantir a continuidade do serviço considerado essencial.
Outras atividades ligadas à limpeza urbana e obras públicas registraram redução no ritmo de execução em diferentes pontos da cidade.
Empresa diz que apresentou proposta durante negociações
Segundo a Urbam, a empresa participou das tratativas com o sindicato e apresentou uma proposta que incluía reajuste salarial e aumento no valor do vale-refeição.
Segundo o órgão público, a oferta levou em consideração as limitações financeiras da companhia e a necessidade de preservar a prestação dos serviços públicos.
A empresa também afirmou que a proposta não foi aceita pela representação dos trabalhadores, impedindo a assinatura de um acordo coletivo.
Apesar do impasse, a Urbam declarou que continua disponível para novas negociações e afirmou o compromisso com os funcionários e com a manutenção das atividades destinadas à população.
Caso a audiência desta terça-feira termine sem consenso entre as partes, o processo deverá seguir para julgamento pelo TRT-15, que ficará responsável por analisar e definir os próximos encaminhamentos.