(Imagem: Divulgação / Sindserv)
Por Danilo Costa
A paralisação dos servidores municipais de Taubaté terá mais um capítulo nesta quarta-feira (17), quando representantes da Prefeitura e do sindicato da categoria se reúnem novamente para tentar avançar nas negociações.
O encontro acontece às 9h, no Palácio do Bom Conselho, após os trabalhadores decidirem pela continuidade da greve iniciada no dia 2 de junho.
O principal ponto de discordância entre governo municipal e servidores permanece sendo a proposta de reajuste salarial.
A categoria cobra uma reposição de 9,43%, percentual calculado com base na inflação acumulada dos últimos dois anos, período em que, segundo o sindicato, não houve correção nos salários.
Além do aumento, os trabalhadores apresentam outros oito pedidos na pauta de reivindicações.
Prefeitura oferece reajuste futuro e aumento no vale-alimentação
A proposta apresentada pela administração municipal prevê um reajuste de 2,5% somente em 2027, dividido em duas etapas: 1% em janeiro e 1,5% em março.
Como alternativa de compensação, o governo municipal também propôs elevar o valor do vale-alimentação dos servidores, que passaria de R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro deste ano.
A oferta, porém, não foi suficiente para encerrar o movimento grevista, que segue em andamento enquanto as partes buscam uma solução para o impasse.
Decisão judicial e próximos passos
Na última segunda-feira (15), uma audiência de conciliação conduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo terminou sem acordo entre Prefeitura e sindicato.
Com a falta de consenso, o caso será analisado pelo Órgão Especial do TJ-SP, composto por 25 desembargadores. Ainda não há previsão de quando o julgamento será realizado.
Desde o início da greve, uma decisão judicial determina que 70% do efetivo dos servidores seja mantido em funcionamento para garantir a prestação de serviços considerados essenciais.
Segundo a administração municipal, a determinação não estaria sendo cumprida integralmente, principalmente nos setores de saúde e educação, mas os pedidos do município para ampliar medidas contra o sindicato foram rejeitados pela Justiça.