(Imagem: Divulgação / Sindserv)
Por Danilo Costa
A greve dos servidores municipais de Taubaté segue sem previsão de encerramento após uma nova tentativa de negociação terminar sem acordo nesta segunda-feira (15).
A audiência de conciliação realizada pela Justiça entre o governo municipal e o Sindicato dos Servidores Municipais não resultou em consenso, mantendo a paralisação iniciada há três semanas.
Prefeitura mantém proposta de reajuste e servidores cobram avanço nas negociações
Durante a reunião, a administração municipal apresentou novamente os argumentos relacionados à situação financeira da cidade e manteve a proposta de reajuste salarial de 2,5% referente à data-base de 2026. O pagamento do índice está previsto apenas para 2027.
A proposta também inclui a elevação do vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro deste ano.
O percentual apresentado pelo governo municipal, porém, permanece abaixo do pedido pelos servidores, que reivindicam uma reposição de 9,43%.
Segundo a categoria, o índice representa as perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste salarial, concedido em 2024.
Sindicato diz que não houve avanço e convocará assembleia para avaliar proposta
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, a reunião não trouxe mudanças nas tratativas.
A entidade afirma que a prioridade neste momento é chegar a um percentual de reajuste considerado possível antes de discutir outros pontos relacionados à paralisação, como a compensação dos dias não trabalhados.
Mesmo já tendo sido recusada anteriormente pelos servidores, a proposta da administração municipal será novamente apresentada em assembleia marcada para esta terça-feira (16), às 14h30, em frente à Câmara Municipal.
Greve segue enquanto processo aguarda análise do Tribunal de Justiça
Com o fim da audiência sem acordo, o processo seguirá para análise de um desembargador relator e, posteriormente, será avaliado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Enquanto não há uma decisão definitiva, a greve continua. Na semana passada, a Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade para garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais no município.