(Imagem: Divulgação / Sindserv)
Por Danilo Costa
Com aulas suspensas em diversas escolas da rede municipal e impactos também em unidades de saúde, a greve dos servidores de Taubaté completa 11 dias nesta sexta-feira (12).
O movimento segue em meio ao impasse nas negociações e poucos dias após a Justiça negar um pedido do governo municipal para aumentar a multa diária aplicada ao Sindicato dos Servidores por suposto descumprimento da decisão que determina a manutenção de pelo menos 70% do efetivo em atividade durante a paralisação.
Sem consenso nas negociações, a greve iniciada em 2 de junho continua provocando reflexos em diferentes serviços públicos do município.
Educação e Saúde seguem entre os setores mais afetados
Além das escolas, os impactos da paralisação também são percebidos em unidades de saúde e outros serviços municipais.
A categoria reivindica a recomposição salarial de 9,43%, percentual que corresponde à inflação acumulada desde 2024, ano em que foi concedido o último reajuste aos servidores.
De acordo com o sindicato, a reposição das perdas inflacionárias é a principal pauta das negociações com o Executivo.
Servidores rejeitaram proposta apresentada pela administração municipal
Na última quarta-feira (10), representantes da administração municipal e do Sindicato dos Servidores Municipais participaram de uma reunião que durou mais de oito horas.
Durante o encontro, o Executivo apresentou uma proposta de reajuste de 2,5% sobre a referência salarial de 2026, com aplicação prevista para 2027.
A proposta foi levada à apreciação da categoria e acabou rejeitada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (11). Os servidores decidiram manter a paralisação até que haja avanço nas negociações.
Além da proposta salarial, o governo municipal também encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei prevendo aumento no vale-alimentação dos servidores.
Audiência de conciliação está marcada para segunda-feira
Na semana passada, a Justiça determinou que ao menos 70% dos servidores continuem trabalhando para garantir a prestação dos serviços considerados essenciais durante a paralisação.
Com o impasse ainda sem solução, representantes da administração municipal e do sindicato deverão voltar a se reunir na próxima segunda-feira (15), quando está prevista uma audiência de conciliação mediada pela Justiça.