Decreto da Prefeitura sobre serviços essenciais é contestado por vereadores.
(Imagem: Reprodução / Google)
Por Danilo Costa
A recomposição salarial de 9,43%, o reajuste do vale-alimentação e a implantação do vale-transporte estão entre as reivindicações dos servidores municipais de Taubaté, que mantiveram a greve nesta quarta-feira (3). A paralisação entrou no segundo dia com nova mobilização organizada pelo sindicato.
A greve ocorre em meio a determinações judiciais que impõem limites ao movimento e estabelecem regras para a manutenção dos serviços públicos.
Enquanto a categoria mantém as reivindicações que deverão ser discutidos novamente em uma audiência com o governo municipal marcada para o dia 15 de junho.
O encontro deverá reunir representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal na tentativa de buscar uma solução para o impasse.
Servidores mantêm paralisação e realizam caminhada pelo centro
Pela manhã desta quarta, trabalhadores participaram de uma mobilização organizada pelo sindicato da categoria.
O grupo se reuniu na Avenida do Povo e percorreu ruas da região central da cidade com o objetivo de divulgar as pautas defendidas pelos servidores e ampliar a visibilidade da greve.
Justiça fixa percentual mínimo de trabalhadores em atividade
A manifestação ocorre após decisão da Justiça de São Paulo que determinou a manutenção de, no mínimo, 70% do efetivo em atividade durante a paralisação.
A medida prevê multa diária de R$ 20 mil para cada categoria em caso de descumprimento.
Decreto da Prefeitura sobre serviços essenciais é contestado por vereadores
Outro tema que passou a integrar o debate é um decreto publicado pela administração municipal estabelecendo quais atividades devem ser consideradas essenciais durante o período de greve.
O texto inclui a educação infantil entre os serviços que devem continuar funcionando.
A medida motivou reação de vereadores da oposição, que protocolaram na Câmara Municipal um pedido para revogar o decreto.
Segundo os vereadores, o conteúdo da norma precisa ser compatibilizado com a legislação federal. Até o momento, o requerimento ainda não foi apreciado pelo Legislativo.