(Imagem: Reprodução / GOV)
Por Danilo Costa
A investigação da Polícia Federal (PF) sobre um esquema de fraudes bancárias que teria atingido uma agência da Caixa Econômica Federal em Jacareí avançou nesta quarta-feira (10) com o cumprimento de mais uma medida judicial na capital paulista.
Segundo a PF, durante a operação, agentes federais realizaram busca e apreensão em um endereço ligado a um dos investigados.
A ação foi autorizada pela 1ª Vara Federal de São José dos Campos e resultou na apreensão de um aparelho celular que, segundo a PF, pode auxiliar na identificação de outros participantes do esquema.
Grupo é suspeito de usar identidades falsas para obter crédito
As apurações apontam a existência de uma organização criminosa especializada em fraudes contra instituições financeiras.
O grupo teria utilizado documentos falsificados para criar contas bancárias em nome de terceiros e, posteriormente, contratar empréstimos de maneira irregular.
Após a liberação dos recursos, os valores eram distribuídos entre contas vinculadas aos integrantes da fraude e pessoas relacionadas ao esquema, dificultando o rastreamento do dinheiro.
A investigação teve início após informações encaminhadas pela própria Caixa Econômica Federal, que identificou movimentações consideradas suspeitas.
Até o momento, quatro pessoas foram formalmente apontadas como participantes da associação investigada.
Operação já teve etapas anteriores
Esta não é a primeira ofensiva da Polícia Federal contra o grupo.
No ano passado, três mandados de busca e apreensão já haviam sido executados em imóveis ligados a titulares de contas bancárias utilizadas para movimentar os recursos obtidos de forma fraudulenta.
Segundo a Polícia Federal, as investigações realizadas desde então permitiram aprofundar o mapeamento da estrutura utilizada pelos suspeitos e ampliar a coleta de provas.
Investigações continuam
Os envolvidos poderão responder por associação criminosa e estelionato praticado contra instituição financeira pública.
Somadas, as penas previstas para os crimes podem ultrapassar dez anos de prisão.
A Polícia Federal informou que a investigação permanece em andamento.
O objetivo agora é identificar possíveis novos integrantes da organização, além de calcular o prejuízo causado à instituição financeira.