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Por Danilo Costa
A situação da Avibras, uma das principais indústrias do setor de defesa do país, voltou ao centro do debate nesta quinta-feira (29), durante uma reunião entre representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
O encontro ocorreu às 9h, em Brasília, e teve como pauta a viabilidade da retomada das operações da empresa em Jacareí.
Entre as alternativas defendidas pela categoria está a participação direta da União, inclusive com a compra de equipamentos e sistemas produzidos pela Avibras para as Forças Armadas.
Sem produção regular desde 2022, a Avibras acumula uma crise que impacta diretamente centenas de trabalhadores.
O sindicato afirma que a retomada depende não apenas de acordos internos, mas também de políticas públicas que garantam demanda para os produtos da empresa, especialmente no setor de defesa, considerado estratégico.
Paralelamente às tratativas em Brasília, sindicato e empresa mantêm negociações que devem ser concluídas até o fim de fevereiro.
A proposta em discussão prevê a reabertura gradual da fábrica, com a recontratação inicial de cerca de 210 trabalhadores.
A expectativa é que esse número possa chegar a 450 funcionários até o meio do ano, caso a produção seja estabilizada.
A crise financeira da Avibras também se reflete no passivo trabalhista acumulado.
Segundo o sindicato, a dívida inclui aproximadamente 34 meses de salários em atraso, além de multas, verbas rescisórias e outros direitos previstos em lei. O tema é um dos principais pontos de tensão nas negociações.
Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Avibras informou que mantém um grupo de trabalho dedicado à recuperação da empresa.
A companhia afirmou que atua em diferentes frentes para viabilizar a retomada das atividades, incluindo o diálogo com representantes dos trabalhadores.
Ainda segundo a empresa, os esforços para superar os entraves atuais têm como prazo limite o dia 16 de março.
Até essa data, a Avibras espera reunir as condições necessárias para reabrir as operações e iniciar uma nova fase de produção, dependendo do avanço das negociações e do apoio institucional.
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A situação da Avibras, uma das principais indústrias do setor de defesa do país, voltou ao centro do debate nesta quinta-feira (29), durante uma reunião entre representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
O encontro ocorreu às 9h, em Brasília, e teve como pauta a viabilidade da retomada das operações da empresa em Jacareí.
Entre as alternativas defendidas pela categoria está a participação direta da União, inclusive com a compra de equipamentos e sistemas produzidos pela Avibras para as Forças Armadas.
Crise industrial e pressão por apoio do governo federal
Sem produção regular desde 2022, a Avibras acumula uma crise que impacta diretamente centenas de trabalhadores.
O sindicato afirma que a retomada depende não apenas de acordos internos, mas também de políticas públicas que garantam demanda para os produtos da empresa, especialmente no setor de defesa, considerado estratégico.
Paralelamente às tratativas em Brasília, sindicato e empresa mantêm negociações que devem ser concluídas até o fim de fevereiro.
A proposta em discussão prevê a reabertura gradual da fábrica, com a recontratação inicial de cerca de 210 trabalhadores.
A expectativa é que esse número possa chegar a 450 funcionários até o meio do ano, caso a produção seja estabilizada.
Dívidas trabalhistas somam quase três anos de atrasos
A crise financeira da Avibras também se reflete no passivo trabalhista acumulado.
Segundo o sindicato, a dívida inclui aproximadamente 34 meses de salários em atraso, além de multas, verbas rescisórias e outros direitos previstos em lei. O tema é um dos principais pontos de tensão nas negociações.
Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Avibras informou que mantém um grupo de trabalho dedicado à recuperação da empresa.
A companhia afirmou que atua em diferentes frentes para viabilizar a retomada das atividades, incluindo o diálogo com representantes dos trabalhadores.
Prazo interno para retomada é março
Ainda segundo a empresa, os esforços para superar os entraves atuais têm como prazo limite o dia 16 de março.
Até essa data, a Avibras espera reunir as condições necessárias para reabrir as operações e iniciar uma nova fase de produção, dependendo do avanço das negociações e do apoio institucional.
Foto: Reprodução / Cadu Gomes
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