Caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Cruzeiro.
(Imagem: Reprodução / André Bias)
Por Danilo Costa
A entrada de um recém-nascido em estado crítico em uma unidade de saúde de Cruzeiro terminou em tragédia e investigação policial nesta segunda-feira (27).
O caso, que inicialmente parecia uma emergência médica, rapidamente passou a ser tratado como suspeita de crime após indícios identificados pela equipe médica.
Segundo informações da Polícia Civil, o bebê, de apenas um mês, foi levado pelos próprios pais ao pronto atendimento já sem sinais vitais.
A equipe tentou reverter o quadro com manobras de reanimação por mais de 30 minutos, incluindo procedimentos avançados, mas a morte foi confirmada ainda no local.
Indícios clínicos levantam suspeita de violência
Durante o atendimento, os profissionais notaram sinais considerados incomuns para causas naturais, como sangramento pelas vias aéreas, hematomas e presença de líquido nos pulmões.
A coloração arroxeada do corpo também chamou a atenção da equipe, aumentando a hipótese de que a morte possa não ter ocorrido por causas naturais.
Versões contraditórias e comportamento agressivo
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os pais apresentaram relatos divergentes sobre o que teria acontecido.
Eles afirmaram que dormiram durante toda a madrugada e só perceberam a gravidade da situação horas depois. Ainda conforme o registro, ambos admitiram consumo de drogas na noite do último domingo (26).
Durante o atendimento, o pai teria apresentado comportamento agressivo contra os profissionais de saúde e também agido de forma suspeita com outra criança que estava com o casal, de aproximadamente dois anos.
Outra criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar
Diante da situação, a segunda criança foi levada ao Conselho Tutelar após indícios de negligência.
Prisão em flagrante e investigação em andamento
Com base nos elementos reunidos no local, os responsáveis foram presos em flagrante sob suspeita de homicídio, considerando possível omissão no dever de cuidado.
O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico que deve esclarecer a causa da morte.
Por fim, o caso foi registrado na delegacia de Cruzeiro e segue sob investigação.