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Por Danilo Costa
O aumento expressivo no preço dos combustíveis, especialmente do diesel, tem gerado preocupação no setor de transporte coletivo da RMVale.
Diante desse cenário, empresas que operam o serviço na região já discutem alternativas para manter o funcionamento sem comprometer a operação.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o diesel S10 teve alta de 24,3% em um mês, saltando de R$ 6,09 para R$ 7,57.
Em alguns locais do estado de São Paulo, o valor chegou a R$ 9,99. A elevação acompanha o aumento de 49% no preço do petróleo no mercado internacional.
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Entidade do setor aciona medidas para evitar colapso
Diante desse contexto de pressão crescente sobre os custos operacionais, entidades que representam o transporte coletivo passaram a se mobilizar e orientar empresas sobre possíveis caminhos para garantir a continuidade dos serviços. A preocupação central gira em torno da sustentabilidade financeira das operações, que vêm sendo impactadas de forma significativa pela elevação persistente do diesel. Nesse cenário, a Associação das Empresas de Transporte de Passageiros do Vale do Paraíba (Busvale) divulgou nesta terça-feira (31), uma nota oficial, destacando a necessidade de revisão das condições atuais dos contratos de transporte público.“A Busvale, Associação das Empresas de Transporte de Passageiros do Vale do Paraíba, emitiu esta semana orientação às empresas associadas sobre a necessidade urgente de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro nos contratos de transporte coletivo urbano”, afirma a Empresa.A entidade ressalta ainda que o aumento dos custos não se trata de uma oscilação pontual, mas de um movimento contínuo que compromete diretamente a operação.
“A medida é motivada pela elevação extraordinária e persistente nos preços do óleo diesel, que tem impactado diretamente os custos operacionais do setor. Este cenário ultrapassa as variações normais de mercado, atingindo diretamente a sustentabilidade da operação das empresas”, conclui a entidade.
Possíveis soluções estão em discussão
Com o avanço desse cenário, o setor também passou a discutir alternativas para enfrentar o desequilíbrio financeiro sem gerar impacto imediato aos usuários do transporte público. A construção de soluções conjuntas com o poder público é apontada como fundamental para evitar medidas mais drásticas. De acordo com a entidade, neste momento, não há definição de reajuste automático para os passageiros, mas sim a busca por mecanismos que possam compensar os custos adicionais enfrentados pelas operadoras.“Não há previsão de repasse automático desses custos aos passageiros. A entidade defende a construção de soluções em conjunto com o poder público”, afirma Empresa de Transportes.No conjunto de propostas colocadas em debate estão medidas estruturais que envolvem tanto revisão contratual quanto apoio financeiro ao sistema.
“Entre as alternativas sugeridas estão a revisão da tarifa de remuneração das operadoras, a adoção de subsídios, aportes compensatórios, uso de receitas extra tarifárias e a reprogramação de obrigações contratuais”, afirma a entidade.
Cenário preocupa e exige medidas
A avaliação do setor é de que, sem a adoção de medidas corretivas em curto prazo, há risco de comprometimento da prestação do serviço, que atende diariamente milhares de passageiros em toda a região. Nesse contexto, a entidade afirma que o objetivo das medidas propostas é garantir a continuidade do transporte coletivo e evitar impactos mais severos no sistema.“O objetivo é evitar a descontinuidade dos serviços e um possível colapso do sistema de transporte”, conclui a Associação das Empresas de Transporte de Passageiros do Vale do Paraíba.
Foto: reprodução / Hugo Barreto
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