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Por Danilo Costa
A polêmica em torno do aumento do IPTU em Caçapava ganhou novos contornos após declarações contundentes do presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Meirelles, que classificou o reajuste como “vergonhoso” e defendeu o direito da população de protestar.
A crise teve início após moradores relatarem aumentos expressivos no imposto, em alguns casos chegando a 400%, 600% e até 1000%, segundo Rodrigo, o que gerou forte reação popular e pressão sobre o Executivo e o Legislativo.
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Reajuste é alvo de críticas e vereador admite erro
Em vídeo publicado nas redes sociais, ao abordar diretamente a origem do problema, Rodrigo Meirelles não poupou palavras ao avaliar a condução da Prefeitura no reajuste da planta genérica de valores, base utilizada para o cálculo do IPTU. Segundo ele, a forma como a medida foi implementada resultou em impactos muito acima do esperado, gerando indignação generalizada.“Realmente, a Prefeitura Municipal de Caçapava fez uma ca**, porque a Câmara simplesmente votou referente ao reajuste da planta genérica”, afirmou Rodrigo em vídeo.O vereador também detalhou como o aumento repercutiu de forma imediata e abrangente, atingindo não apenas contribuintes em geral, mas também pessoas próximas a ele, o que ampliou a percepção da gravidade da situação.
“Está sendo algo estrondoso na cidade, quando chegou não só para os munícipes, mas para minha família, para os meus eleitores, para todo mundo”, destacou o presidente da Câmara de Caçapava.Ao tratar dos percentuais aplicados, Rodrigo afirmou que os índices registrados em diversos casos extrapolaram qualquer expectativa razoável, o que, na avaliação dele, compromete a credibilidade da gestão pública.
“É uma vergonha, realmente é vergonhoso ter aumentado 400, 600, 1000% em alguns locais”, explicou o vereador de Caçapava.Confira o vídeo: [video width="720" height="1280" mp4="https://vlnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Video-divulgacao-redes-sociais_-Rodrigo-Meirelles-fala-do-aumento-IPTU-em-Cacapava.mp4"][/video]
População tem razão em protestar, diz presidente da Câmara
Diante da forte mobilização popular registrada nos últimos dias, o presidente da Câmara também se posicionou em relação às manifestações e defendeu abertamente o direito da população de se indignar e cobrar mudanças. Ele ressaltou que o nível de insatisfação é compreensível diante dos valores apresentados nos carnês.“O povo está certo de reivindicar, de brigar, de falar. Não tira razão de ninguém”, afirmou Rodrigo no vídeo.Além disso, o vereador levantou questionamentos sobre os critérios técnicos utilizados pela Prefeitura para justificar os novos valores venais dos imóveis, apontando possíveis distorções entre os números apresentados e a realidade do mercado imobiliário local.
“Ele falou que estudou durante nove meses. Um absurdo valor venal no qual foi colocado nos IPTU”, destacou o presidente da Câmara de Caçapava.Para intensificar a crítica, Rodrigo utilizou um exemplo pessoal e ironizou os valores atribuídos aos imóveis, sugerindo que eles não correspondem ao que efetivamente seria praticado em uma negociação real.
“Queria que eles comprassem o valor venal que eles colocaram no IPTU”, explicou o vereador de Caçapava.
Pressão política e cobrança por solução imediata
O impacto do reajuste também teve reflexos diretos no ambiente político da cidade. Segundo Rodrigo, a situação acabou expondo vereadores e colocando em xeque a relação entre representantes e eleitores, ampliando a cobrança por respostas rápidas e efetivas.“Colocou nós tudo na berlinda, colocou toda a nossa vida política na berlinda”, afirmou Rodrigo no vídeo.Em meio à crise, o presidente da Câmara direcionou críticas ao prefeito Yan Lopes, cobrando uma postura mais responsável diante das consequências da medida e ressaltando a necessidade de diálogo com o Legislativo.
“Espero que o prefeito Yan tenha decência e responsabilidade, não só com a cidade, mas com os vereadores”, destacou o presidente da Câmara de Caçapava.Rodrigo também revelou que há movimentações internas entre vereadores para pressionar o Executivo por uma solução concreta, indicando que o tema deve continuar no centro das discussões políticas nos próximos dias.
“Não somente eu, mas outros vereadores no qual se reunimos, nós queremos uma resposta pra população”, explicou o vereador de Caçapava.
Possíveis mudanças e incertezas sobre o IPTU
Apesar das críticas contundentes, o vereador sinalizou que alternativas podem ser debatidas. Entre as possibilidades, estão medidas para reduzir os percentuais aplicados ou até mesmo a edição de um novo decreto que limite os aumentos.“Se vai diminuir, reajuste, se vai soltar um decreto de 25%, não sei. Mas esse absurdo não vai acontecer mais”, afirmou Rodrigo no vídeo.Na última sexta-feira (24), o prefeito Yan Lopes anunciou a suspensão temporária da cobrança após pressão popular e questionamentos de vereadores, prometendo revisar o estudo técnico de 2022 que serviu de base para a atualização dos valores venais. Apesar da medida, a Prefeitura ainda não esclareceu pontos importantes, como a possibilidade de um novo calendário de vencimentos, destino dos boletos já emitidos e quais procedimentos serão adotados para contribuintes que já efetuaram o pagamento.
Foto: reprodução Vídeo: divulgação / redes sociais
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