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Por Danilo Costa
O Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU) passou a publicar análises periódicas sobre o mercado de trabalho formal em 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
O levantamento, iniciado nesta quinta-feira (19), utiliza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para mapear admissões, desligamentos e saldo de vagas na região.
A pesquisa considera indicadores de empregabilidade e destacando diferenças entre grandes centros e cidades menores.
Segundo o levantamento, os municípios com maior estoque de empregos formais são São José dos Campos (212.601), Taubaté (89.271), Jacareí (54.206) e Pindamonhangaba (38.113).
Por outro lado, cidades menores, como Arapeí (168) e São José do Barreiro (567), registram estoques significativamente mais baixos.
O estudo também apresenta a proporção de empregos formais em relação à população, seguindo metodologia aplicada às Unidades da Federação.
Entre os destaques, Jambeiro (49,64%), Aparecida (35,44%), Campos do Jordão (32,55%) e São José dos Campos (29,24%) apresentam alta densidade de empregos.
Em Jambeiro, por exemplo, dos 3.282 vínculos formais, 1.878 correspondem a empregos industriais ligados ao parque industrial próximo à Rodovia dos Tamoios, com forte integração econômica com São José dos Campos.
Aparecida e Campos do Jordão possuem economias fortemente turísticas e religiosas, atraindo trabalhadores de municípios vizinhos.
Já São José concentra grandes empresas e funciona como principal polo de atração de mão de obra regional.
Em contraste, Potim (6,07%), Arapeí (7,13%) e Tremembé (8,91%) registram os menores percentuais de empregos formais.
Nestes municípios, a maioria da população trabalha fora, seja em cidades vizinhas ou em funções ligadas à economia de subsistência local.
O crescimento do emprego formal na região em 2025 foi de 2,12%, abaixo da média nacional (2,71%) e ligeiramente inferior à do Estado de São Paulo (2,17%).
Os municípios que registraram maiores saldos de vagas foram São José dos Campos (+6.292), Taubaté (+2.834), Jacareí (+1.522), Guaratinguetá (+981) e Caçapava (+724).
Em contrapartida, Pindamonhangaba (+359) e Caraguatatuba (+135) tiveram desempenho inferior ao de cidades menores como Guaratinguetá e Caçapava, possivelmente devido a retração nos setores industrial e da construção.
Entre os piores desempenhos absolutos destacam-se Tremembé (-1.112), Cruzeiro (-657), Jambeiro (-293), Areias (-102) e Canas (-38). No total, oito municípios registraram queda no número de empregos formais em 2025.
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O Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU) passou a publicar análises periódicas sobre o mercado de trabalho formal em 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
O levantamento, iniciado nesta quinta-feira (19), utiliza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para mapear admissões, desligamentos e saldo de vagas na região.
A pesquisa considera indicadores de empregabilidade e destacando diferenças entre grandes centros e cidades menores.
Maiores municípios concentram a maioria dos empregos formais
Segundo o levantamento, os municípios com maior estoque de empregos formais são São José dos Campos (212.601), Taubaté (89.271), Jacareí (54.206) e Pindamonhangaba (38.113).
Por outro lado, cidades menores, como Arapeí (168) e São José do Barreiro (567), registram estoques significativamente mais baixos.
O estudo também apresenta a proporção de empregos formais em relação à população, seguindo metodologia aplicada às Unidades da Federação.
Entre os destaques, Jambeiro (49,64%), Aparecida (35,44%), Campos do Jordão (32,55%) e São José dos Campos (29,24%) apresentam alta densidade de empregos.
Em Jambeiro, por exemplo, dos 3.282 vínculos formais, 1.878 correspondem a empregos industriais ligados ao parque industrial próximo à Rodovia dos Tamoios, com forte integração econômica com São José dos Campos.
Aparecida e Campos do Jordão possuem economias fortemente turísticas e religiosas, atraindo trabalhadores de municípios vizinhos.
Já São José concentra grandes empresas e funciona como principal polo de atração de mão de obra regional.
Cidades menores apresentam baixo estoque de vagas e alta dependência de municípios vizinhos
Em contraste, Potim (6,07%), Arapeí (7,13%) e Tremembé (8,91%) registram os menores percentuais de empregos formais.
Nestes municípios, a maioria da população trabalha fora, seja em cidades vizinhas ou em funções ligadas à economia de subsistência local.
O crescimento do emprego formal na região em 2025 foi de 2,12%, abaixo da média nacional (2,71%) e ligeiramente inferior à do Estado de São Paulo (2,17%).
São José dos Campos lidera geração de vagas, enquanto Tremembé e Cruzeiro registram quedas
Os municípios que registraram maiores saldos de vagas foram São José dos Campos (+6.292), Taubaté (+2.834), Jacareí (+1.522), Guaratinguetá (+981) e Caçapava (+724).
Em contrapartida, Pindamonhangaba (+359) e Caraguatatuba (+135) tiveram desempenho inferior ao de cidades menores como Guaratinguetá e Caçapava, possivelmente devido a retração nos setores industrial e da construção.
Entre os piores desempenhos absolutos destacam-se Tremembé (-1.112), Cruzeiro (-657), Jambeiro (-293), Areias (-102) e Canas (-38). No total, oito municípios registraram queda no número de empregos formais em 2025.
Foto: Reprodução
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