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Por Danilo Costa
Um dos projetos mais avançados da nova mobilidade aérea deu um passo decisivo nesta sexta-feira (19). A Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, realizou o primeiro voo do protótipo de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, conhecido como eVTOL, etapa considerada fundamental no desenvolvimento da tecnologia.
O teste aconteceu nas primeiras horas da manhã, na pista de Gavião Peixoto, interior de São Paulo, considerada a maior da América do Sul.
A operação marcou o início da fase prática de avaliações em voo, que deve se estender pelos próximos anos e antecede o processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), exigência para qualquer operação comercial no país.
Durante o voo inaugural, engenheiros acompanharam o desempenho conjunto dos oito propulsores, o consumo e a distribuição de energia, além do nível de ruído emitido pela aeronave.
Segundo a empresa, os sistemas operaram dentro do esperado, validando parâmetros técnicos essenciais para a continuidade dos testes.
Embora o voo tenha ocorrido fora da região da RMVale, parte central do projeto está em Taubaté, onde a Eve mantém a unidade responsável pela produção dos eVTOLs.
A planta industrial tem capacidade projetada para fabricar até 480 aeronaves por ano e é vista como estratégica para a cadeia produtiva regional, que já concentra empresas e mão de obra ligadas à indústria aeronáutica.
A empresa prevê a construção de seis protótipos, que devem passar por uma série de voos progressivos, com ampliação gradual das manobras até testes mais complexos ao longo de 2026.
A expectativa é que os veículos entrem em operação comercial a partir de 2027, ano em que também devem começar as entregas das unidades já encomendadas.
Com capacidade para transportar cinco pessoas e autonomia estimada em até 100 quilômetros, os eVTOLs são projetados para trajetos curtos, como deslocamentos urbanos e intermunicipais.
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto envolve projeções financeiras de longo prazo. A empresa estima que a venda e a operação dos eVTOLs possam gerar uma receita global de US$ 280 bilhões, o equivalente a mais de R$ 1,5 trilhão, até o ano de 2045, caso o mercado atinja o patamar projetado.
Para viabilizar essa fase de desenvolvimento, a Eve recebeu, no início deste mês, um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a empresa, os recursos estão sendo utilizados na integração dos motores elétricos, em testes estruturais do protótipo e na preparação da aeronave para a campanha de certificação exigida pela Anac.
Por fim, o projeto já soma milhares de pedidos e integra uma aposta de longo prazo da indústria aeronáutica, que projeta uma frota global crescente nas próximas décadas.

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Um dos projetos mais avançados da nova mobilidade aérea deu um passo decisivo nesta sexta-feira (19). A Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, realizou o primeiro voo do protótipo de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, conhecido como eVTOL, etapa considerada fundamental no desenvolvimento da tecnologia.
Teste realizado na maior pista aérea da América do Sul
O teste aconteceu nas primeiras horas da manhã, na pista de Gavião Peixoto, interior de São Paulo, considerada a maior da América do Sul.
A operação marcou o início da fase prática de avaliações em voo, que deve se estender pelos próximos anos e antecede o processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), exigência para qualquer operação comercial no país.
Durante o voo inaugural, engenheiros acompanharam o desempenho conjunto dos oito propulsores, o consumo e a distribuição de energia, além do nível de ruído emitido pela aeronave.
Segundo a empresa, os sistemas operaram dentro do esperado, validando parâmetros técnicos essenciais para a continuidade dos testes.
Produção dos eVTOLs ocorre em Taubaté
Embora o voo tenha ocorrido fora da região da RMVale, parte central do projeto está em Taubaté, onde a Eve mantém a unidade responsável pela produção dos eVTOLs.
A planta industrial tem capacidade projetada para fabricar até 480 aeronaves por ano e é vista como estratégica para a cadeia produtiva regional, que já concentra empresas e mão de obra ligadas à indústria aeronáutica.
A empresa prevê a construção de seis protótipos, que devem passar por uma série de voos progressivos, com ampliação gradual das manobras até testes mais complexos ao longo de 2026.
Operação comercial prevista para 2027
A expectativa é que os veículos entrem em operação comercial a partir de 2027, ano em que também devem começar as entregas das unidades já encomendadas.
Com capacidade para transportar cinco pessoas e autonomia estimada em até 100 quilômetros, os eVTOLs são projetados para trajetos curtos, como deslocamentos urbanos e intermunicipais.
Projeções financeiras e apoio ao desenvolvimento
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto envolve projeções financeiras de longo prazo. A empresa estima que a venda e a operação dos eVTOLs possam gerar uma receita global de US$ 280 bilhões, o equivalente a mais de R$ 1,5 trilhão, até o ano de 2045, caso o mercado atinja o patamar projetado.
Para viabilizar essa fase de desenvolvimento, a Eve recebeu, no início deste mês, um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a empresa, os recursos estão sendo utilizados na integração dos motores elétricos, em testes estruturais do protótipo e na preparação da aeronave para a campanha de certificação exigida pela Anac.
Por fim, o projeto já soma milhares de pedidos e integra uma aposta de longo prazo da indústria aeronáutica, que projeta uma frota global crescente nas próximas décadas.

Foto 1: Divulgação / Eve Air Mobility
Foto 2: Divulgação / Amanda Perobelli
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