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Por Danilo Costa
A Câmara de Caçapava aprovou, na noite desta quinta-feira (11), a autorização para que a Prefeitura contraia um financiamento de R$ 65 milhões destinado à construção de um anel viário que ligará a Avenida Marechal Castelo Branco ao Jardim Primavera.
A medida divide opiniões dentro do Legislativo, que debate os riscos financeiros e os benefícios estruturais previstos para a cidade.
O projeto, que passou por duas votações, prevê que o financiamento seja pago em 72 parcelas e que as obras tenham início no segundo semestre de 2026, com duração estimada de dois anos.
A proposta autoriza o município a contratar crédito por meio do Desenvolve-SP, agência de fomento do Governo do Estado.
A nova via pretende desafogar o trânsito no Centro, criar rotas alternativas de circulação e melhorar o acesso entre bairros da zona urbana e áreas rurais.
Segundo o Governo Municipal, o anel viário tem potencial para reorganizar o fluxo de veículos, ampliar a segurança viária e fortalecer o comércio local, movimentando setores como construção civil e serviços.
Entre os parlamentares que se posicionaram contrários ao projeto está a vereadora Fran Miranda (PL).
Em nota enviada ao Portal VL News, ela afirmou que a proposta não apresentou garantias suficientes sobre o impacto financeiro do financiamento nos cofres públicos.
Ela também apontou a falta de análises atualizadas sobre a capacidade econômica do município para assumir o pagamento do financiamento.
Por fim, a política ainda reforçou que o financiamento pode gerar desequilíbrios futuros.
Por outro lado, a vereadora Dandara Gissoni (PSB) manifestou apoio ao projeto e classificou a aprovação como um marco para a mobilidade urbana de Caçapava.
Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta sexta-feira (12), ela afirmou que a obra representa o início de uma transformação estruturante na cidade.

Dandara também enfatizou a função social que o empreendimento traria para regiões hoje consideradas críticas em infraestrutura.
Ainda segundo publicado em suas redes sociais, a vereadora fez questão de diferenciar o financiamento da modalidade de empréstimo bancário.
Por fim, ela ainda destacou impactos econômicos e sociais esperados na cidade com a obra finalizada.
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A Câmara de Caçapava aprovou, na noite desta quinta-feira (11), a autorização para que a Prefeitura contraia um financiamento de R$ 65 milhões destinado à construção de um anel viário que ligará a Avenida Marechal Castelo Branco ao Jardim Primavera.
A medida divide opiniões dentro do Legislativo, que debate os riscos financeiros e os benefícios estruturais previstos para a cidade.
Obra deve começar em 2026 e promete alterar mobilidade na cidade
O projeto, que passou por duas votações, prevê que o financiamento seja pago em 72 parcelas e que as obras tenham início no segundo semestre de 2026, com duração estimada de dois anos.
A proposta autoriza o município a contratar crédito por meio do Desenvolve-SP, agência de fomento do Governo do Estado.
A nova via pretende desafogar o trânsito no Centro, criar rotas alternativas de circulação e melhorar o acesso entre bairros da zona urbana e áreas rurais.
Segundo o Governo Municipal, o anel viário tem potencial para reorganizar o fluxo de veículos, ampliar a segurança viária e fortalecer o comércio local, movimentando setores como construção civil e serviços.
Vereadora Fran Miranda vota contra e cita risco fiscal
Entre os parlamentares que se posicionaram contrários ao projeto está a vereadora Fran Miranda (PL).Em nota enviada ao Portal VL News, ela afirmou que a proposta não apresentou garantias suficientes sobre o impacto financeiro do financiamento nos cofres públicos.
“Reitero que meu voto foi contrário à proposta. Não sou contra o desenvolvimento do município, ao contrário, reconheço sua importância. Contudo, defendo que todo avanço deve ocorrer de maneira responsável, com transparência e segurança para a população”, declarou Fran.
Ela também apontou a falta de análises atualizadas sobre a capacidade econômica do município para assumir o pagamento do financiamento.
“Destaco que não recebemos estudo de impacto financeiro atualizado que apresentasse, com clareza, os possíveis riscos fiscais envolvidos. Também não houve detalhamento suficiente que comprovasse que o pagamento das parcelas não comprometerá serviços essenciais, como a saúde”, afirmou a vereadora do PL.
Por fim, a política ainda reforçou que o financiamento pode gerar desequilíbrios futuros.
“Sem essas garantias, entendo que o projeto pode representar risco ao equilíbrio das contas públicas. Progresso sem responsabilidade tende a se transformar em problema e problemas se convertem em dívidas, que acabam sendo pagas pela população”, concluiu a parlamentar.
Dandara Gissoni defende aprovação e destaca ganhos na mobilidade
Por outro lado, a vereadora Dandara Gissoni (PSB) manifestou apoio ao projeto e classificou a aprovação como um marco para a mobilidade urbana de Caçapava.
Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta sexta-feira (12), ela afirmou que a obra representa o início de uma transformação estruturante na cidade.

“Caçapava acabou de dar o primeiro passo para condições de mobilidade urbana. Aqui, na Vila Paraíso, entre o quartel e o parque do museu, começa o nosso anel viário”, disse a vereadora do PSB.
Dandara também enfatizou a função social que o empreendimento traria para regiões hoje consideradas críticas em infraestrutura.
“Uma grande conquista que teremos com essa obra é da função social para a Estrada do Areiro, abandonada, sem asfalto, sem iluminação e sem segurança, que constantemente é cenário de crime, como abandono de animais, descarte de lixo e até assassinatos”, afirmou a parlamentar.
Ainda segundo publicado em suas redes sociais, a vereadora fez questão de diferenciar o financiamento da modalidade de empréstimo bancário.
“Deixando bem claro: não é um empréstimo, é um financiamento do próprio Governo do Estado. O dinheiro não é liberado de uma vez, mas etapa por etapa, conforme a obra avança”, explicou Dandara.
Por fim, ela ainda destacou impactos econômicos e sociais esperados na cidade com a obra finalizada.
“Além da mobilidade urbana, o investimento nesse anel viário vai trazer geração de emprego, renda e fomento ao comércio local. De imediato, serão cerca de 500 empregos diretos de mão de obra da cidade”, finalizou a vereadora do PSB.
Foto 1: Divulgação / Câmara Municipal de Caçapava
Foto 2: Divulgação / Câmara Municipal de Caçapava
Foto 3: Reprodução
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